A escolha da taxa de juro influencia a estabilidade da prestação e a forma como o crédito acompanha as alterações do mercado. A opção mais adequada depende do seu orçamento, dos seus planos e da margem que tem para suportar mudanças.
Ao comparar propostas, procure perceber o que vai pagar agora e o que pode mudar durante o empréstimo.
O que distingue as três modalidades?
- Taxa fixa: a taxa mantém-se durante todo o prazo contratado.
- Taxa variável: a taxa resulta, habitualmente, da Euribor acrescida do spread, sendo revista nas datas previstas.
- Taxa mista: existe um período inicial de taxa fixa, seguido de taxa variável.
Na taxa variável, a revisão acompanha o prazo do indexante contratado. Por exemplo, com Euribor a seis meses, a atualização ocorre semestralmente, e não sempre que a Euribor muda no mercado.
Na taxa fixa, a estabilidade dos juros não significa que todos os encargos se mantenham: seguros e outros serviços podem ter evolução própria. Fonte: Banco de Portugal – taxas de juro no crédito à habitação.
Quando faz sentido dar prioridade à estabilidade?
Se uma subida da prestação comprometer despesas essenciais ou impedir a sua poupança mensal, a previsibilidade merece um peso importante na decisão.
Pergunte a si próprio: conseguiria suportar mais 100 ou 200 euros por mês sem recorrer a outro crédito? Estes valores são apenas um exercício de orçamento, não uma previsão da evolução das prestações.
Por outro lado, se tem margem financeira e aceita oscilações, pode analisar uma solução variável. A decisão deve continuar a considerar o custo global da proposta e diferentes cenários de evolução dos juros.
O que deve verificar numa proposta de taxa mista?
Uma prestação inicial atrativa é apenas uma parte da comparação. Antes de escolher, confirme:
- Durante quantos meses ou anos a taxa fica fixa.
- Qual a Euribor e o spread aplicáveis depois desse período.
- Que produtos precisa de manter para beneficiar das condições apresentadas.
- Qual a prestação estimada para a fase variável e os pressupostos dessa estimativa.
- O que acontece se quiser amortizar, vender a casa ou transferir o crédito antes.
Faça uma pergunta simples: continuaria confortável com esta proposta depois de terminar a taxa fixa?
Compare propostas com a mesma base
Peça simulações para o mesmo montante e prazo. Depois, consulte a Ficha de Informação Normalizada Europeia, conhecida como FINE.
Este documento permite identificar a taxa, as prestações, os encargos, os seguros exigidos e as condições dos produtos associados. Compare também a TAEG, que expressa o custo anual global do crédito, e o MTIC, que apresenta o montante total imputado ao consumidor. Fonte: Banco de Portugal – informação incluída na FINE.
Quando existem juros variáveis, leia os pressupostos usados na simulação. Um valor apresentado hoje não permite conhecer antecipadamente toda a evolução futura do empréstimo.
Pense também nos seus planos
Se prevê vender a casa ou amortizar uma parte significativa do crédito, inclua os custos de saída na análise. As comissões máximas de reembolso antecipado diferem entre períodos de taxa variável e fixa. Na taxa mista, interessa saber em que fase estará o contrato quando pretender sair. Fonte: Banco de Portugal – reembolso antecipado.
A escolha deve equilibrar três fatores: custo, estabilidade e flexibilidade. Não precisa de acertar numa previsão sobre os juros para tomar uma decisão informada.
Quer comparar as modalidades para o seu caso?
A River Capital ajuda-o a compreender as propostas das instituições financeiras parceiras e a avaliar o impacto de cada opção no seu orçamento.

