Literacia Financeira Publicado em · 3 minutos de leitura

Taxa fixa, variável ou mista: como comparar as opções?

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A escolha da taxa de juro influencia a estabilidade da prestação e a forma como o crédito acompanha as alterações do mercado. A opção mais adequada depende do seu orçamento, dos seus planos e da margem que tem para suportar mudanças.

Ao comparar propostas, procure perceber o que vai pagar agora e o que pode mudar durante o empréstimo.

O que distingue as três modalidades?

  • Taxa fixa: a taxa mantém-se durante todo o prazo contratado.
  • Taxa variável: a taxa resulta, habitualmente, da Euribor acrescida do spread, sendo revista nas datas previstas.
  • Taxa mista: existe um período inicial de taxa fixa, seguido de taxa variável.

Na taxa variável, a revisão acompanha o prazo do indexante contratado. Por exemplo, com Euribor a seis meses, a atualização ocorre semestralmente, e não sempre que a Euribor muda no mercado.

Na taxa fixa, a estabilidade dos juros não significa que todos os encargos se mantenham: seguros e outros serviços podem ter evolução própria. Fonte: Banco de Portugal – taxas de juro no crédito à habitação.

Quando faz sentido dar prioridade à estabilidade?

Se uma subida da prestação comprometer despesas essenciais ou impedir a sua poupança mensal, a previsibilidade merece um peso importante na decisão.

Pergunte a si próprio: conseguiria suportar mais 100 ou 200 euros por mês sem recorrer a outro crédito? Estes valores são apenas um exercício de orçamento, não uma previsão da evolução das prestações.

Por outro lado, se tem margem financeira e aceita oscilações, pode analisar uma solução variável. A decisão deve continuar a considerar o custo global da proposta e diferentes cenários de evolução dos juros.

O que deve verificar numa proposta de taxa mista?

Uma prestação inicial atrativa é apenas uma parte da comparação. Antes de escolher, confirme:

  • Durante quantos meses ou anos a taxa fica fixa.
  • Qual a Euribor e o spread aplicáveis depois desse período.
  • Que produtos precisa de manter para beneficiar das condições apresentadas.
  • Qual a prestação estimada para a fase variável e os pressupostos dessa estimativa.
  • O que acontece se quiser amortizar, vender a casa ou transferir o crédito antes.

Faça uma pergunta simples: continuaria confortável com esta proposta depois de terminar a taxa fixa?

Compare propostas com a mesma base

Peça simulações para o mesmo montante e prazo. Depois, consulte a Ficha de Informação Normalizada Europeia, conhecida como FINE.

Este documento permite identificar a taxa, as prestações, os encargos, os seguros exigidos e as condições dos produtos associados. Compare também a TAEG, que expressa o custo anual global do crédito, e o MTIC, que apresenta o montante total imputado ao consumidor. Fonte: Banco de Portugal – informação incluída na FINE.

Quando existem juros variáveis, leia os pressupostos usados na simulação. Um valor apresentado hoje não permite conhecer antecipadamente toda a evolução futura do empréstimo.

Pense também nos seus planos

Se prevê vender a casa ou amortizar uma parte significativa do crédito, inclua os custos de saída na análise. As comissões máximas de reembolso antecipado diferem entre períodos de taxa variável e fixa. Na taxa mista, interessa saber em que fase estará o contrato quando pretender sair. Fonte: Banco de Portugal – reembolso antecipado.

A escolha deve equilibrar três fatores: custo, estabilidade e flexibilidade. Não precisa de acertar numa previsão sobre os juros para tomar uma decisão informada.

Quer comparar as modalidades para o seu caso?

A River Capital ajuda-o a compreender as propostas das instituições financeiras parceiras e a avaliar o impacto de cada opção no seu orçamento.

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